segunda-feira, 11 de setembro de 2006

Uma provação difícil

Oi gente, quanto tempo hein?
Parece uma eternidade desde a última vez que postei algo aqui... Bom, algumas coisas têm me acontecido ultimamente. E foram provações meio complicadas.
Por exemplo: Estou digitando essa mensagem em casa, onde não acesso internet, e estou com um probleminha na perna, por falta de cuidados meus... Eu reconheço... Numa hora dessas não posso ter a cara de pau de dizer que não sei porque minha perna feriu desse jeito...mas enfim...Estou tentando agora correr atrás do prejuízo.
Prejuízo... Isso também me ocorreu no dia 08/09, sexta-feira passada. Pra você ver, eu que me auto-considero uma boa motorista, quase passo dessa para uma melhor...(dependendo do ponto de vista de cada um, claro.)
Antes de sair de casa, procuro sempre me benzer 3 vezes, além de dizer "Que Deus me proteja, me guarde e me ilumine", e algumas outras oraçõeszinhas básicas de família, sabe? Pois é, só que nesse dia, não lembro em nenhum momento de se quer ter me benzido...Nem rezado o Pai-Nosso...
Depois de me despedir do meu noivo, (procuro dar carona a ele para ele não chegar ainda mais atrasado) nem a benção rotineira que ele sempre me deu, dessa vez não rolou...Estranhei mas deixei pra lá, pensei comigo: "Ele deve tá com pressa" e fui embora...Quando estou na BR movimentada, me aproximo da entrada que dá acesso a chegada ao meu trabalho, avistei longe um ônibus coletivo parado e imaginei que como todo santo dia, daria tempo de passar numa boa...Sinalizei e fui diminuindo a velocidade, mas acabou acontecendo do ônibus arrancar e quase me fechar... No desespero, puxei o carro para não bater no ônibus ou em canto nenhum, mas isso acabou fazendo o carro cantar pneu, rodar no asfalto e subir no meio-fio. Por pouco não bateu no poste. O vidro do motorista estava aberto, então imagina aí a chuva de poeira que peguei. Entrou todo pra dentro do carro... O ônibus? Ah, esse continuou seu percurso numa boa como se nada tivesse acontecido. Fiquei desesperada!
Os outros motoristas pararam e perguntaram se eu estava bem, o que tinha acontecido, viram como eu havia ficado abalada, então alguns me mostraram o bom senso. Olharam o meu carro de ponta a ponta, e me aconselharam a sair do meio da pista (ela é um pouco estreita, passa um carro por vez) disseram que o carro não sofreu um arranhão, amasso ou o que fosse, apenas o rolamento do pneu trazeiro direito havia entortado. Mas dava pra sair, e assim eu fiz. Mas o choque? E meus pensamentos? "Se algo grave tivesse me acontecido nesse momento, ninguém de minha família saberia...E meu amado teria sido a última pessoa que me viu...Meus pais... Meu Deus, muito obrigada!"
Então, apareceu um senhor muito sereno e tranqüilo e me aconselhou ir pra casa porque eu ainda estava em estado de choque... Que dirá então uma senhora, que viu tudo da casa dela, e por pouco eu não entrei de carro e tudo na casa! Foi melhor mesmo bater no meio fio do outro lado da estradinha do que na casa da pobre senhora... Ela foi super gentil. Me ofereceu água com açúcar, chorou agradecendo a Deus, dizendo que tudo estava bem e que o que importava é que eu estava viva! Verdade!
Fui pra casa com o senhor que me ofereceu carona, e este (dono de uma rede de lojas evangélicas) me levou até a porta da casa, conversou com meu pai, e evitou até possíveis maiores broncas (são inevitáveis, em casa, a gente leva tendo razão ou não). Depois que liguei pro trabalho dizendo que não ia trabalhar por motivo de força maior (infelizmente fui taxada de menina imatura e infantil porque estava ainda chorando assustada com o ocorrido. Bom, newsflash! Nunca passei por nada assim, portanto, tenho todo direito de estar assustada, abalada ou o que me der na telha.) Enfim, a minha chefe praticamente me ignorou dizendo que na próxima segunda-feira, dia 11/09 (Argh! Esse dia me dá arrepios!) ela conversaria comigo e daí veríamos o que fazer a respeito. Me arrependi de ter ligado, me deu vontade de ter dito: "Desculpa, mas é que acabei de sofrer um acidente com meu carro, eu estava sozinha, vim pra casa porque estou sem condições e só liguei porque tenho consciência que devemos dar satisfações quando faltamos no trabalho. Agora se você é uma pátchia insensível aí é problema seu!" Pense na minha raiva!
Pois bem. Fui tomar banho, tirei o aparelho e ta-rah! Lá está minha perna esquerda, da altura da batata da perna até o pé, completamente inflamada! Cheia de bolhinhas vermelhas. Me desesperei, mas depois respirei fundo, liguei pro meu noivo mais uma vez (antes o avisei do acidente e ele veio correndo pra casa pra me ver e ter certeza que eu estava bem) e pedi remédio pra cuidar do pé. E agora estou em casa, de molho, mas obviamente, com atestado pra esfregar na cara da minha fofolete chefe e Deus me ajude pra eu não soltar os cachorros em cima dela! Bicha bruta, insensível e ignorante! A cada dia que passa mais percebo o quanto um deficiente trabalhando ou tendo mais especialização do que um "normal" acaba irritando as pessoas. Paciência! Mas se Deus quiser, eu vou ficar bem, viu?
E o que me aconteceu sexta passada foi um aviso: NUNCA SAIA DE CASA, SEM SE PROTEGER! PEÇA SEMPRE A BENÇÃO DE DEUS!