sexta-feira, 13 de outubro de 2006

Todo meu...

Ele ficou em cima de mim novamente, de joelhos, uma perna em cada lado, e tirou a camisa, para logo em seguida desabotoar a calça. Eu não quis pensar em nada, a não ser ajudá-lo a tirar logo tudo. Queria que ele notasse o quanto eu também o desejava. Não importava a consequência que haveria depois. Eu só queria viver aquele momento.

Olhar seu corpo completamente nu foi algo inexplicável, sem fôlego. Perfeito, másculo na medida certa. Agora era ele quem tentava tirar minha roupa, mas eu tentei demonstrar que era constrangedor pra mim. Afinal, com a experiência dele, ter visto tantas mulheres lindas e dar de cara com um corpo como o meu, cheio de imperfeições, cicatrizes de cirurgias... Não dava.

Ele desabotoou o vestido, levantou a barra até o quadril, e voltou a me beijar. Um beijo sensual, descendo pelo meu pescoço, alcançando meus seios. Ele suspirava e se esfregava em mim de modo que eu percebesse o quanto ele estava excitado. Uma de suas mãos começou a passear pelo meu corpo e seu olhar pareceu satisfeito com o que viu. Devido a minha limitação, minha calcinha era de lacinhos e com uma agilidade impressionante, ele se desfez dela rapidamente desatando-a.

Depois, ele tentou se equilibrar, ainda de joelhos para alcançar a gaveta do criado-mudo. Uma camisinha estava aguardando seu momento. Eu o ajudei a colocar. Depois eu lhe questionaria desde quando aquilo estava ali na gaveta...

Então, ele me ajudou na abertura das pernas e me penetrou devagar. O tempo todo me olhando, me beijando, me acariciando... Quando senti seu membro todo dentro de mim, ele suspirou mais uma vez e virou seu rosto para o lado, como se estivesse procurando recuperar o fôlego. As estocadas começaram a ficar mais intensas e constantes e ele mordeu com os dentes uma parte do travesseiro onde minha cabeça repousava.

Será que estava sendo mesmo bom pra ele? Não havia muito que eu pudesse fazer, então comecei a abraçá-lo com força, a apertá-lo. Lembrei de quando ele pediu pra apertar seu quadril e tentei puxar sua coxa mais pra cima, e isso parece ter agradado porque ele voltou ainda mais faminto por meus beijos.

- Não sabe há quanto tempo esperava por isso... - Ele confessou aos sussurros em meu ouvido.

Não sabia o que responder, não queria ser clichê, então procurei seus lábios novamente e o beijei. Depois procurei mordiscar seu pescoço e ele segurou em uma mão, o meu seio. Me chamou de minha delícia e agora as estocadas estavam mais profundas e fortes. A cama rangeu e eu o olhei assustada. Ele reprimiu um sorriso e voltou a me beijar.

- Me avise se eu estiver te machucando.

Nem que estivesse. Eu queria mais! Ele parece ter cansado da posição convencional e tirou seu membro rápido demais para que eu pudesse aceitar. Me virou de lado, levantou minha perna esquerda e encaixou novamente, ficando ainda mais frenético o movimento do corpo dele no meu. A cama voltou a reclamar pelos movimentos.

- Andrew... Eu não vou saber o que explicar... Quando perguntarem... O que estava havendo com a cama?

Ele não respondeu. Estava ocupado demais enfiando com vontade todo o seu membro profundamente dentro de mim, mordendo minha nuca, segurando e apertando meus seios. E então mais uma vez, ele retirou rápido demais, deixando-me atordoada, sentindo latejar, querendo mais. E me virou novamente, de costas pra ele, puxou meu quadril pra cima e agora ele começava a gemer, sua respiração ofegante. Eu não sabia como ele conseguira aquilo porque eu nunca tinha tentado ficar de quatro. Quer dizer, um de meus joelhos não dobra, mas eu consegui ficar numa posição razoavelmente parecida. E ele parecia estar satisfeito com isso.

Ele controlava as estocadas, segurando meu quadril, fazendo a pressão e a velocidade da maneira que queria. De vez em quando eu sentia ele apertar meu bumbum, ou então uma leve palmada... Isso foi suficiente pra mim. Tentei conter um grito cobrindo meu rosto no travesseiro. Ele percebeu isso.

- Está gostando meu amor? Quer mais?

- Quero! - Sussurrei sem forças.

- Sou todo seu. - As estocadas agora ficaram ainda mais fortes, mais intensas e eu não queria que parasse nunca! Comecei a pensar então, se ele iria gozar também. Ele dissera uma vez, que raramente permitia que isso acontecesse. Então agora eu teria de fazer o que pudesse pra que ele gozasse também. Comecei a movimentar o quadril com o restante de força que sobrou e ele pareceu enlouquecer com meu movimento, apertando ainda mais meu quadril, arranhando minhas costas e enfiando ainda mais rápido.

- Ahh... - Foi tudo o que ele disse. Mas eu não tinha certeza se ele havia gozado porque ele não parou os movimentos.

Porém, eu estava exausta, tinha me esforçado muito, especialmente a perna que não dobrava o joelho. E caí na cama, sem conseguir me mexer. Ele veio junto comigo. Acariciou meus cabelos, ficou mordiscando minha orelha, beijando meu rosto, com os olhos fechados roçando seu rosto no meu, percebi que sua respiração desacelerou mais. Como a minha.

Não sei por quanto tempo ficamos assim, mas eu não queria que ele saísse tão cedo...

- Catherine? Você está bem? - Seu tom preocupado mostrava que ele estava consciente dos seus atos agora. Eu não estava preparada para encarar a realidade.

- Sim.

- É melhor eu sair de cima de você. Tem certeza que está tudo bem? Eu não te machuquei, né?

- Estou bem. Não me machucou.

Senti ele se mexer devagar e com cuidado, tentando sair de cima de mim e então ele estava de pé ao lado da cama. Só conseguia ver até a altura de seus joelhos. Não sabia se ele havia gozado ou não, mas também não iria perguntar. E então, ele apanhou suas roupas do chão e caminhou até o banheiro. Eu permaneci imóvel na cama. Mas depois lembrei que era melhor eu me ajeitar antes dele voltar pro quarto. Respirei fundo duas vezes mais e me ajeitei, sentando-me e me recostando na cabeceira.

Nós transamos! E agora?! Será que ele iria me cobrar pelo o que aconteceu? Será que ele sentiu prazer comigo? Olhei o relógio despertador no criado-mudo e notei que ficamos no quarto por mais de uma hora. Minha mãe com certeza sabe o que aconteceu aqui... Talvez a família inteira já soubesse nesse momento. Agora eu me sentia solidária a Katy. Tudo o que a gente quer, é que Andrew não pare de jeito nenhum! Ele deve ter notado quando eu gozei e diferente do que aconteceu com a Katy, ele não parou de me penetrar. Nossa, seria muito frustrante se ele fizesse comigo o que fez com ela.

- Cathy? Cathy! Abre a porta! Preciso falar com você!

Reconheci a voz de Lucy mais uma vez do outro lado da porta. Me vesti rapidamente e olhei para a porta do banheiro. A resposta de lá foi apenas o barulho do chuveiro ligado.

Ao abrir a porta, Lucy me olhou de uma forma censurada e comentou:

- Prima... Andrew deve ser incrível na cama! Olha o estado que você está?! Se recompõe mulher!

- Como assim?

Enquanto ela falava, ela apontava para meu cabelo bagunçado, minha pele rosada e umas marcas leves de unha na altura do ombro. Senti meu rosto queimar de tanta vergonha!

Ela me chamou então para acompanhá-la na prova final do cabelo no salão de beleza mais badalado da cidade. Tinha marcado hora e com certeza levaria um bom tempo. Voltei
para o quarto para pegar minha bolsa e Andrew estava vestindo uma camisa quando entrei.

- Vou com Lucy no salão de beleza... Volto já.

Ele não respondeu. Apenas ficou me olhando e quando percebi que ele não iria dizer nada, me virei e caminhei em direção à porta. Senti sua mão segurar meu braço e me virar para ele. Seu beijo parecia inflamável... Poderíamos fazer tudo novamente e eu nem perceberia. No entanto, ele se afastou rápido demais, interrompendo o beijo e voltou para a cama.

- Volta logo pra mim, tá? - Ele respondeu finalmente sorrindo maliciosamente.

- Lucyyyyyyyyyy! Eu não vou mais pra canto nenhum hoje não! - Eu gritei da porta mesmo, ouvindo um "O quê?" abafado de minha prima, vindo provavelmente da cozinha.
Andrew riu, e balançando a cabeça negativamente ele respondeu:

- Vá, Catherine. Nós precisamos pensar um pouco no que aconteceu. Eu te espero aqui.

- Está arrependido?

- Não. E você?

- Catherine Lopez, nem ouse em não me acompanhar naquele maldito salão lotado! Ah...Oi Andrew... - Disse Lucy tentando se recompor quando viu meu deus Eros deitado na cama.

- Oi Lucy... Tchau meu amor. Até mais tarde. - Respondeu ele educadamente para ela e logo em seguida olhando para mim.

Ela começou a me puxar pra fora do quarto e ele riu novamente da minha tentativa de querer ficar. De nada adiantaria ir para um salão desses se minha opinião não valeria de nada. Minha cabeça e meus pensamentos ficaram ali, dentro daquele quarto com aquele homem maravilhoso deitado na minha cama.

Mas então eu lembrei de que ele pediu para que eu fosse porque queria pensar melhor no que aconteceu há pouco. Eu tinha que respeitar a privacidade dele. Então... Que assim seja. Entrei no carro com minha prima e olhei mais uma vez para a casa, especialmente para a janela do meu quarto e suspirei resignada.

Seria um longo dia...