quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Me chame de besta...

Oi pessoas,

As coisas andaram meio corridas após esse fim de semana prolongado, mas cá estou eu para atualizar um pouquinho o blog para vocês.

Após a experiência no Seminário do Shalom, havia sido marcado um encontro para hoje, quarta-feira, para dar continuidade ao encontro do fim de semana.

Eu estava super bem intencionada de ir, de participar, visto que reconhecidamente não tive um bom aproveitamento no Seminário, porém estava sem carro desde segunda-feira.

Motivo: Meu querido papai o pegou para levar pra oficina e ajeitar todos os amassados adquiridos com ou sem minha responsabilidade. Além disso, também pintar e deixá-lo praticamente recém saído de uma concessionária.

Vocês não acreditam como o carro está lindo! Perfeito! Farei tripas coração para que ele permaneça assim por muito tempo mesmo!

Certo. Voltando ao Seminário. Estava marcado para às 19h30 e eu já tinha conhecimento que o lugar era movimentado demais com o tráfego mas quando falei com a pessoa que nos convidou a questionei logo: Tem onde estacionar? E ela respondeu: Tem sim! Pode vir. -- Beleza! Cheguei lá, os carros tendo que parar atrás de mim, eu baixo o vidro e pergunto: Moço, dá pra abrir o portão para eu estacionar?

A cara azeda do homem já me deixou zangada mas procurei manter o sorriso. "Minha filha, só pode estacionar aqui fora!" Mas a fulana disse que eu podia entrar e estacionar porque sou deficiente, estou com um bebêzinho aqui... -- "Minha filha, só pode estacionar aqui fora". Nessa, escuto uma sonora buzinada reclamando com razão o impedimento dos carros passarem.

Literalmente disse: "Vá pra merda, seu grosso". Fechei o vidro subindo-o e acelerei liberando os carros que tentavam sair de trás de mim.

Afff Izabele... Precisava agir assim? Que é que custava estacionar do lado de fora? Perder uma oportunidade dessas?

E eu respondo: Enquanto eu não tiver condições de bancar batidas gratuitas no meu carro, arranhões, riscadas de chave e arrancadas de emblema do carro, eu vou botar banca sim! Nunca mais vou cair na besteira de estacionar carro na rua!

Eu valorizo demais o que meus pais estão fazendo por mim. Seria muita sacanagem simplesmente deixar meu carro ali, pra se amontoar com outros, vir barbeiros como os dois que bateram no meu carro recentemente, irem embora e eu ficar com cara de paisagem tendo de ouvir piada da família inteira, sem ter como bancar o prejuízo.

E o mais engraçado? Ainda voltei na mesma rua, porque meu esposo ligou pra fulana e ela disse que podia ir... Quando eu estou na esquina, a mulher liga dizendo que ainda ia tentar pedir autorização e que eu aguardasse do lado de fora! Ah, vá! Eu sou a dona da rua por acaso para impedir o trânsito?

Se rolar outra oportunidade pra ir para o Encontro do Shalom, eu vou com todo gosto. De ônibus! Ou de carro, se permitirem que eu possa estacionar do lado de dentro!