terça-feira, 3 de maio de 2011

Semelhanças que não tem nada a ver...

Oi pessoas...

Hoje a indignação tomou conta de meu ser... Hoje é dia de fazer desabafo...

Tudo começou há cinco meses atrás, quando estava em treinamento na minha função laborativa, quando conhecendo várias outras pessoas com necessidades especiais, dentre elas, conheci uma em que a primeira impressão que tive foi que a achei simpática, me senti solidária as dificuldades locomotoras da nova colega de trabalho porque ela também usa bengalas para ajudar a locomoção assim como eu necessito.

Mas as semelhanças entre nós ficaram nisso, duas PCD's que usam bengalas para locomover-se, ambas casadas, ambas com filho (bom, agora estou na frente, por ter dois filhos, né?), ambas buscando ser independentes.

Infelizmente por alguma razão, ela não teve oportunidade de ter uma boa escolaridade, ainda não tem educação superior, não dirije e também não tem tanta experiência profissional e pessoal para lidar com as rotinas diárias de nossas novas tarefas laborativas...

Ela não tem gosto pela leitura, e eu adoro ler! Ela fala alto e eu falo baixo. Ela fala muitas palavras que fariam qualquer ser humano estremecer, como "ingreja" (igreja), "assusto" (assunto), "cadrasto" (cadastro), enquanto eu me policio sempre pra não errar nas palavras... Ela não usa óculos e eu uso. Ela tem o cabelo ruivo e eu recentemente deixei de ser loira (luzes exageradas) e pintei meu cabelo de chocolate (sem amônia, para não causar risco algum ao Victor). Ela não gosta de usar vestidos e está sempre de bermuda jeans enquanto eu vivo de vestido. Ela não está grávida e eu estou! E com um bucho pra'colá! Ela tem a pele um pouco mais morena e eu sou mais branca.

Pergunta: Por que tantas pessoas na empresa estão me confundindo com ela?

1º Episódio: No dia 11/03, num dia de chuva, eu acabei escorregando e caindo de barriga, estava com 4 meses de gestação e foi um tremendo susto lá na empresa. Mas felizmente está tudo bem. No dia seguinte de trabalho, muitas pessoas me cumprimentavam questionando se eu estava bem, mas no fim do dia, ela me abordou dizendo que muitas pessoas questionaram se "ela" estava bem porque tinha caído.

Na hora, a gente riu da confusão das pessoas mas depois da segunda queda, ela começou a dar piada dizendo que não aguenta mais ser confundida comigo, que não tem nada a ver, só por causa das "Muleta" (bengalas). Fiquei constrangida porque ela disse isso em alto e bom som e muitas pessoas ficaram olhando aquela cena e olharam para mim sorrindo como se entendesse o quanto fiquei sem jeito pela situação.

2º Episódio: Recentemente, enquanto ia na lanchonete buscar um lanchinho para mais tarde, um senhor de aproximadamente 60 anos, ficou gritando a plenos pulmões revoltado porque eu não parei para falar com ele, sendo que eu sabia que ele estava me confundindo com essa colega. Foi osso! Só quando o rapaz da portaria o abordou dizendo que ele estava confundindo as "deficientes", foi que o homem se calou e parou de correr atrás de mim.

3º Episódio: Hoje, o dia foi muito puxado, tendo inúmeras demandas a resolver ao mesmo tempo, e quase no fim do expediente, o gerente do setor onde presto serviço veio conversar comigo, dizendo que estava chateado porque um funcionário veio reclamar com ele que eu fui extremamente arrogante com o dito funcionário. Quem eu pensava que era pra tratar alguém com ignorância. E o gestor ficou escutando sem saber o que dizer porque, não sabia que eu conhecia o tal funcionário. 1º problema: Ele falando isso, e uma nuvem cinza na minha cabeça e uma única palavra no meu pensamento: HEIN?, depois o 2º problema: Quem é o tal funcionário mesmo? -- O gestor disse novamente o nome e o que ele faz na empresa e novamente fiquei olhando pro gestor tentando imaginar quem poderia ser.

Então, o gestor novamente lamentou o acontecido e disse que se surpreendeu porque eu transpareço calma, simpatia e jamais falei ignorante ou arrogante com ninguém no trabalho. A ficha começou a cair... Questionei se o funcionário tinha certeza que tinha sido eu, e então o gestor disse: "Ele falou que quando questionou a você, percebeu sua arrogância porque nem olhava para ele direito, respondeu ríspidamente e logo se levantou e saiu da sala."

Gente! Eu fiquei realmente temerosa... Já estava reconhecendo essa atitude familiar da minha colega. Mas eu precisava tirar a prova. Questionei se o gestor se importaria de me mostrar o funcionário para que eu pudesse me desculpar se tivesse realmente sido eu, porque talvez ele tivesse me confundido com minha colega. A ficha começou a cair também para o gestor e ele aceitou me levar na sala do tal funcionário. O homem quando me viu, me olhou de cima, abaixo e notava-se uma enorme interrogação na testa dele. O gestor explicou a situação e sugeriu que o funcionário visse a minha colega para ter certeza sobre quem o tinha destratado.

O homem ficou meio desconfiado mas aceitou. Mas nem precisou entrar na sala para averiguar. Ele disse reconhecer a voz da minha colega na hora e olhou rapidamente na direção dela. E disse: "Foi essa dali". Percebido o engano, o gestor riu e disse: "Izabele, deixa pra lá, esquece essa história, certo?" E o funcionário também ficou rindo, pedindo desculpas por me ter confundido com ela.

Caraca!! Só por causa de um par de bengalas? Quase me prejudicam por me confundirem com uma pessoa que também usa um par de bengalas?

Fala sério... ¬¬ Não sei o que fazer mas pretendo falar com ela e pedir que ela tome mais cuidado com sua postura profissional, porque o que vinha a ser engraçadinho, agora está me prejudicando.

Sinceramente, viu? É cada episódio nessa minha novela mexicana, né não?! >.<

Depois dessa, para acabar com o estresse que fiquei, vou me deitar e aproveitar ao máximo minhas horas de sono antes do Victor nascer.

A vocês, uma ótima semana! Fiquem com Deus!