terça-feira, 11 de março de 2014

Amizade por interesse...

Sim, era esse tipo de "amizade" que você tinha comigo. É o tipo mais doentio que eu considero na personalidade de uma pessoa. Mas infelizmente, é só o que a gente mais encontra hoje em dia.

Se você puder ser útil pra mim, conte comigo sempre! Se você quiser que eu seja útil pra você, tem um preço a pagar. E se não fizer como eu quero que seja, nunca mais fale comigo...

Hoje é o aniversário de uma pessoa que me ensinou essa lição amarga. 

E é graças a ela, que eu defini: Não é qualquer um que merece ser chamado de meu amigo.

Mas sabe o que é o mais interessante disso tudo?

O tempo pode passar, a má lembrança pode vir me atormentar, mas é impossível evitar o sentimento de querer desejar-te um dia feliz.

Eu sei o que você pensava a meu respeito desde os dias em que eu era apenas uma colega de escola. Era intrigante ser debochada e ignorada na frente de todo mundo, e quando eu chegava em casa, ao telefone, era como se eu fosse sua única e melhor amiga.

Da última vez que nos falamos, você não poupou insinuações comigo, como se não me conhecesse há mais de 20 anos... Como se não soubesse que eu o considerava tanto, a ponto de assumir coisas que eu não precisaria fazer, mas por querer tanto teu bem e de tua família, eu faria qualquer coisa. E fiz o que eu podia e o que não podia também.

Perdi várias coisas ao mesmo tempo devido ao risco que assumi e entre essas perdas perdi o que eu considerava mais precioso. Sua amizade.

Hoje eu sei que na verdade, nessa amizade, eu era amiga sozinha. Você me procurava apenas quando lhe era conveniente. Fazer o quê, né?