domingo, 20 de abril de 2014

Momentos de perda...

Oi pessoas...

Espero que esteja tudo bem com todo mundo. Meu feriado não foi ruim e também não foi bom. Sei que ainda temos segunda-feira mas meu feriado acabou desde ontem. E acabou assim, de repente, sem esperar... Sem dar tempo de despedidas, de dizer nada que pudesse demonstrar o quanto alguém era querido por nós. A gente nunca espera que alguém vá embora definitivamente das nossas vidas, a gente sempre acha que amanhã dará tempo de fazer uma visita, de ligar, de conversar... Essa moça dessa foto abaixo partiu de uma forma repentina, tiraram sua vida da forma mais covarde.


Ela estava na calçada de sua casa, com a mãe e a filhinha que hoje tem 2 anos. E aí, um cara que ninguém sabe de onde surgiu, passa numa bicicleta, a aborda e dispara 4 tiros. Três na cabeça e um no coração. Na frente da criança e na frente da mãe. Só de imaginar a cena que esta senhora e essa criança viram, já me dói o peito, me dá esse gosto ruim na boca, essa vontade de chorar e gritar de revolta... Imagina o trauma que causaram nelas...

A suspeita foi de assalto. E eu te pergunto, por quê? Por que essas pessoas são tão covardes assim? Por que tirar a vida de alguém que você está vendo que tem uma criança de colo ali, na calçada, brincando com ela? Por que desestruturar uma família inteira por causa de um celular? Porque a pessoa provavelmente disse um não instintivo ou se curvou em defesa ou sei lá o quê...



Eu não entendo sinceramente... A única coisa que sinto é dor e revolta. Saber que não verei mais essa amiga tão querida, apesar da distância que tínhamos por motivos particulares, mas acho que ela sabia o quanto eu tinha cuidado e carinho por ela. E pelos pais dela também, que sempre foram tão atenciosos comigo.

Lembro de levá-la ao hospital enquanto grávida, porque estava chegando a hora do parto e eu ia, encarava o risco de assaltos nos bairros perigosos de nossa cidade mas eu ia mesmo assim... Lembro que quando chegamos ao hospital, quebraram o vidro do nosso carro para levar a bolsa da bebê que estava embaixo de um banco do passageiro e com ela, fomos buscar na delegacia essa bolsa, além de periciar meu carro que tinha sido arrombado.

Lembro da última vez que conversei bastante com ela no quarto dela e da bebê, lembro que procurei mostrar saídas para que a vida dela mudasse para melhor, na busca de qualificação e capacitação. E agora, acabou.


E uma bebêzinha tão nova e inocente, vai sentir falta de sua mãe e ela não estará mais ali. E isso dói muito. Porque eu me coloco no lugar da família, eu penso em como seria se fosse comigo. Deixar meus filhos sem mãe...

Sei que nossas vidas não passam de uma frágil chama acesa de uma vela. Que a qualquer momento, ela poderá se apagar.

Que Deus conforte os corações dessa família que agora terão que continuar sem a alegria da Dri... Que essa princesinha ainda lembre da mãe, mesmo sabendo que o tempo vai se encarregar de diminuir esse trauma... Mas Dri jamais será esquecida. Suas lutas, sofrimentos, alegrias, conquistas... 

"Tenho certeza que vou te encontrar, não sei o dia e a hora, mas sei o lugar, sei que você está bem, mesmo assim, isso não me impede de chorar..."


Fica bem minha rainha... Onde quer que esteja... Que encontre paz, conforto e consolação. :'(