quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O que sua "deusa interior" diz pra você?


Certo, mas vamos com calma, porque a deusa interior em questão é light e inocente... Deixa a perva "Pandora" de lado por um instante...

Estou bem introspectiva ultimamente, mas impressionantemente reconheci que não fico mais calada pra nada. Se me incomoda, agora eu digo mesmo, doa a quem doer. Antes eu relevava e guardava pra mim o que eu pensava. Mas vi que já que a pessoa foi inconsequente e disse o que bem quis, eu agora falo pelos cotovelos.

Me irrita profundamente quando estou buscando ajudar alguém, na expectativa apenas de ver um sorriso de alívio e alegria no rosto da pessoa, e terceiros aparecem para criticar. Faz melhor, se acha que não está bom assim...

E eu que achei que estava sozinha no mundo, com esse pensamento de colocar pra fora o que sente, de deixar claro para o outro o quanto ele pode ser importante nas nossas vidas, dar um novo ânimo para quem não estava mais acreditando em si mesmo. A mídia do Mark Zuckerberg onde compartilha tantas imagens, acabou sendo meu cantinho preferido para perder tempo na internet. Fico admirada olhando imagens e mais imagens e vira e mexe eu me emociono encontrando mensagens lindas retratadas por pessoas como eu. Que não se importam com mais nada a não ser ver o outro feliz. Isso é gratificante, é inspirador.


Esse é um exemplo prático. Adoro as mensagens que o Daniel Duarte, autor de Siga os Balões passa com cada imagem que ele publica. São coisas cotidianas e rotineiras mas nem por isso, superficiais. Ele expõe sentimento, reconhecimento, amizade, parceria, cuidado, atenção, carinho e amor em tudo o que ele faz. Nesse mundo tão descartável onde tudo é rapidamente obsoleto, onde as pessoas se encontram para cada uma ficar fazendo selfie para mostrar pros outros que está num lugar chique, pra ostentar uma realidade que não é a sua e depois, ficam mais tempo no celular do que olhando nos olhos do outro ou interessado realmente em saber como vai a vida do outro. É a droga do individualismo, um egoísmo besta que acaba causando a real vontade dessas pessoas tão ricas de conteúdo, se afastar dessas que só pensam e se importam com embalagens.

Dia desses, tive um grande mau estar e desentendimento com duas senhoras numa loja de variedades. Elas estavam com crianças no colo e toda criança que vai na área de brinquedos, vai querer o quê? Exatamente... O departamento todo. Era aquela zoada e choro. Como sou mãe de dois pequenos, entendi que aquela mulher não ia poder comprar pras duas crianças ali. Uma ia sobrar... Resumindo, eu resolvi presentear a criança que não havia ganhado nada da mãe, já que só a pequenina tinha ganho... Quando fui entregar o presentinho ao garotinho, as mulheres fizeram um escândalo insinuando que eu estava querendo levar a criança pra mim, ou querendo comprá-las para algo, sei lá... Foi tão constrangedor pra mim, criou um clima tão ruim... quando saí do estabelecimento, uma delas veio me procurar e pediu o brinquedo. E eu dei. Quando comentei com algumas pessoas a respeito, choveram críticas e censuras, primeiro pela minha atitude, pelo o que passei e por último por ter entregue o brinquedo para a criança. Eu não me arrependo do que fiz. Sempre tive o pensamento de que tudo que fazemos com boa vontade, é visto com bons olhos por Deus Pai. Ele sabe a minha intenção e não há porque negar uma alegria ao inocente menino.

Minha deusa interior diz que se for pra dar alegria, reconhecimento, satisfação, carinho e atenção para alguém, qualquer esforço é válido. Não importa o que pensem de você. Não importa se te taxam como louca, esquisita, estranha, bizarra...Enfim. Essa vai ser provavelmente a única ação que essa pessoa vai testemunhar na vida dela em que alguém se dedicou de tal maneira para mostrar o quanto ela é especial.

Aprendi que não vale a pena mesmo se apegar a ninguém, porque eles te afundam. Eles pisam depois, te inferiorizam, agem como se você tivesse a obrigação de fazer algo para assim, merecer a atenção deles. E essa definitivamente não é minha intenção, então vamos apenas fazer o bem, sem olhar a quem.