segunda-feira, 20 de março de 2017

Amor de 4 patas. Adoção responsável.

Oi pessoas, 

Hoje vou me declarar para alguém que eu amo desde a primeira vez que o vi. Ele chegou na minha vida no momento mais difícil que tive. E não sei dizer bem quem cuidou de quem e ainda hoje é assim. Acho que ele cuida mais de mim, do que eu, dele.

Uma amiga querida resgatou esse rapaz das ruas, após o mesmo ter fugido por maus tratos e estava fraco, sujo e carente. Logo ela procurou quem pudesse ficar com ele, fosse como lar temporário ou adoção responsável.

A chamei então no privado e pedi para participar da seleção para possível adoção. Ela recebeu outras solicitações e após receber a visita de algumas pessoas, não sei bem o motivo mas ela me escolheu. Não tive chances de visitar e expliquei o motivo.

Felizmente, ainda assim, ela me escolheu. Então o termo de adoção responsável (esse que você está vendo a cópia) foi assinado  e eu virei mãe do já nomeado pela protetora, Floquinho. Gosto muito de lembrar quando me disseram que na verdade, foi ele quem me adotou.

No dia 18/11/2015, fui então buscar esse rapaz tão lindo do hospital veterinário. E foi uma aventura enorme porque eu estava sem carro no dia. E o dito hospital ficava próximo do shopping mais conhecido da cidade e bem longe de onde eu moro.

Quando algo é pra acontecer, não há nada que nos impeça. Então, falei com meu sobrinho e ele concordou em buscar o novo membro da família. Como eu estava com as crianças em casa, eles também nos acompanharam no resgate.

Foi muito bom sentir a alegria e ansiedade dele quando estávamos voltando pra casa. Meus filhos no banco traseiro do carro, estavam ansiosos para tocá-lo e eu o segurei durante o trajeto, fazendo com que ele visse que estava passeando pela primeira vez com sua nova família.

E de lá pra cá, já vivemos tantos momentos... Tantas situações inesquecíveis, que com certeza fariam esse post se estender muito. Com a chegada dele, logo que possível nós o castramos, mas não antes dele nos surpreender e nos presentear com filhotes.

Bom, ele estava de boa, preso na guia com uma extensão enorme que o fazia passear pelo lado de fora do apartamento, de certa forma, amarrado. Não foi bem culpa dele quando uma cadelinha no cio resolveu o seduzir. E aconteceu... Foi uma situação muito engraçada...

Esses filhotes ficaram com a família da cadelinha só até o momento que a ninhada nasceu e logo a dita família já distribuiu os filhotes sem nem me dar chance de vê-los. Mas um ficou no mesmo prédio que moro e deram-lhe o nome de Snoopy.

Um dos momentos mais lindos que considero do Floquinho é quando estou tendo uma crise pela depressão.

Eu fico chorando copiosamente e ele sobe imediatamente na minha cama e vem me lamber, se esfregando e tentando me fazer rir. E é imediato. Pode acontecer algo ruim, mas ele consegue me fazer esquecer na hora.


Hoje a idade dele é de aproximadamente 6 anos. E ele anda pra cima e pra baixo apenas com a coleira de identificação. Deixá-lo amarrado na guia, apenas quando sai com as crianças ou meu esposo.

Na única vez que tentei sair do apartamento com ele preso na guia, um gato apareceu e Floquinho correu disparado na intenção de pegar o gato. Como as passarelas do meu prédio são acima dos jardins, não deu outra. Ele me derrubou.

O mais interessante é quando as pessoas nos veem passeando. Elas se admiram por ver o Floquinho me seguir aonde eu for.

Às vezes, eu vou mais à frente enquanto ele fica marcando território ou cheirando algo. Mas assim que ele percebe que já estou muito longe dele, eu só escuto o som de suas patinhas correndo muito rápido em minha direção.

Eu ainda tenho uma crise ali e outra aqui, mas desde a chegada dele, eu me percebi mais tranquila, mais feliz. E tanta coisa triste e ruim já me aconteceu e ainda assim, eu consegui dar a volta por cima. Simplesmente porque ter um amigo como ele, eu não preciso de mais nada.