segunda-feira, 10 de julho de 2017

Metrofor + Acessibilidade = Qualidade no direito de ir e vir.

Oi pessoas! 


Mês de julho!! Mês de férias!!! Eita que coisa boa, né não? Pra quem tá podendo curtir, é maravilhoso! 

E eu tô curtindo muito...Meu trabalho!! Quando fazemos algo que nos identificamos é realmente uma diversão diária.

O melhor é a disponibilidade que tenho pra curtir a família novamente. Tava muito desgastante anteriormente, mesmo com o tempo de trabalho, tinha o estágio da faculdade e isso era punk! Nem tempo pra academia, eu não tinha mais! Se bem que eu ainda não tô tendo tempo pra isso e tô me virando em casa e nas laborais no trabalho atual.

Então, nesse fim de semana passado, eu olhei pro meu esposo e propus algo que sempre sonhei em fazer. E foi maravilhoso ouvir a aprovação do meu esposo e empolgação das crianças: Irmos de metrô pro shopping. 

Eu gosto muito de andar no ônibus. Me faz sentir como uma pessoa como qualquer outra! (comentário abestado, eu sei) Mas andar de metrô parecia algo tão difícil de fazer, e no entando foi fácil até demais!

O metrô da linha sul fica a poucos metros da minha casa. Dá pra ir à pé pra estação. No meu caso, na cadeira de rodas... E foi mega divertido irmos todos de casa até lá. Conversando e planejando o passeio... Toda aquela expectativa de como poderia ser andar de metrô... Os meninos riam felizes e era empolgante aquela alegria.

E a experiência foi marcante e perceptível até para eles que notaram toda atenção que a equipe do Metrofor teve comigo. Não sei se foi a primeira vez que eles experimentaram uma pessoa cadeirante usando esse transporte, mas foi um suporte fora do comum. 

Disseram que pra chegar até a plataforma, seria necessário subir escadas. E para minha surpresa a escadaria é enorme. Mas felizmente nem deu tempo de parecer entristecida pois o segurança já estava chamando o "escondido" quase em frente a essa escadaria. Apelido carinhoso que dei pro elevador específico para cadeirantes.

Na plataforma, há o desenho, o símbolo internacional do cadeirante especificando onde o mesmo deve ficar quando as portas do metrô se abrirem. E achei isso o máximo porque abriram exatamente onde eu deveria entrar e fixar minha cadeira de rodas. Com apoio de travamento para a roda e cinto de segurança atentamente e cuidadosamente colocados por meu esposo.

O maquinista veio até falar comigo, mega atencioso, verificando se eu estava segura e confortável na minha cadeira e perguntou onde eu ia descer. Isso chamou atenção de todos que já estavam a bordo. A gente faz isso até não querendo... Particularidades da deficiência... Hahahaha

Foi tão bacana ver como o metrô atravessa a cidade rapidamente e em menos de 10 minutos já estávamos na estação que queríamos. Saindo do metrô, fomos recepcionados pela supervisão do Metrofor, que nos acompanhou até o elevador especial e orientou como procedermos em caso de necessidade.

E pronto, saindo da estação já estávamos na calçada do shopping. Fomos ao cinema, passeamos e rimos bastante das peculiaridades que sempre encontramos nos shoppings!

A volta pra casa também foi muito divertida, pegamos o metrô de volta e tivemos a mesma atenção por toda equipe em ambas estações. E o registro que posso dar a vocês foi esse que mostrei no meu insta.

Como tudo é perto, aproveitamos para atravessar a avenida e assistir a santa missa da nossa paróquia. Ganhei do esposo até um biscuit de Nossa Senhora Aparecida! Tão linda!

Mas sério... Agora eu entendi porque as pessoas aqui no meu bairro comentam que não pegam ônibus e nem vão de carro para o centro da cidade. Não faz sentido mesmo! Tendo o metrô, é mais comodidade, conforto, tempo e qualidade no serviço. 

E foi um serviço que demorou pacas pra ser entregue devido a corrupção política! Mas essa experiência valeu a pena! 

Fiquei realmente encantada! E tinha que compartilhar com você, que fica em casa temendo insegurança, achando que andar de metrô é perigoso. Eu achei mega seguro. Policiais e seguranças pra todo lado.

A gente tem essa mania de achar que por nossa sociedade ser praticamente toda inacessível, nos surpreende encontrar pontos que dão todo suporte necessário para que possamos nos sentir parte novamente. Mas a gente precisa aproveitar. Botar a cara no mundo e fazer as pessoas entenderem que nós também somos clientes, que eles também podem ofertar serviços e vender produtos.

Antes de ir à missa, eu passei numa loja, e é tão constrangedor não poder entrar no local porque é inacessível. Deixei a dona da loja mega sem jeito, mas fiz questão de comprar lá. Ela prometeu fazer uma rampa para acesso. Aos poucos, a gente vai ensinando. Das lojas que já comprei aqui no meu bairro, grandiosa maioria fez a rampa. Não quero acreditar que foi apenas por minha causa mas serve muito de exemplo, né?

Ainda nesse mês de julho, pretendo visitar a famosa praia acessível de Fortaleza. Fica na Praia de Iracema, um dos maiores e mais conhecidos ponto turístico daqui. Tô trabalhando ainda minha mente nessa ideia porque eu ainda tenho aquelas frescuras de me sentir constrangida pelos olhares preconceituosos...

E ainda tô na batalha mesopotâmica de me libertar das medicações contra a depressão indicadas do SARAH. Preciso encontrar pra ontem um psiquiatra pra atender minhas particularidades... Mas vai dar certo.

Xêro no ôi!